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Terça-feira, Julho 15, 2008Disse antes que voltaria.Demorei muito... assim... muito, mas cá estou de volta com medo de voltar a escrever, visto que meu último post data do início de fevereiro e desde então, nada fiz além de continuar a saga rumo ao meu diploma de engenheira. Mas resolvi voltar a escrever, pois, adivinhem só - que difícil -, entrei de férias. Voltei a jantar comida feita pelos meus pais, em casa, e não mais um café feito de pozinho marrom, saído da máquina, com um salgado massudo e oleoso, engolidos rapidamente no caminho da sala de aula; acabou-se (pelo menos por este mês) o medo e a cobrança constantes a cada momento em que eu passava sem estudar ou fazer trabalhos; além de ter retomado o hábito da leitura. Estou nas últimas páginas de Pergunte ao Pó do John Fante e estou gostando muito. Não é o tipo de livro que eu colocaria entre os meus favoritos agora, mas há cerca de seis anos atrás, tenho certeza de que o tomaria como referência - quando eu e amigos da época descobrimos J.D. Salinger, Bukowski e escritores mais atuais cujas obras foram inspiradas neles, e eu passava o dia inteiro na internet escrevendo e lendo blogs alheios (principalmente da Clarah Averbuck, antes do lançamento do Máquina de Pinball, que constantemente fazia referências aos livros de John Fante). Lendo-o agora, embora o meu divertimento, sinto como se estivesse tirando um certo atraso daquela época, em que eu tinha 19 anos e era uma quase adulta tímida (ainda sou, porém um pouco menos), mal-humorada, indecisa e insatisfeita, que passava a maior parte do tempo vendo filmes, lendo, escrevendo, mas que, por algum motivo, não leu John Fante. E agora saberei qual será o fim de Camilla Lopez. É muito bom estar de férias. Camila falou *¨%#@ às 7:03 PM
Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008
Segundo o Michaelis: ciúme ci.ú.me sm (lat vulg *zelumen) 1 Inquietação mental causada por suspeita ou receio de rivalidade no amor ou em outra aspiração. 2 Vigilância ansiosa ou suspeitosa nascida dessa inquietação. 3 Ressentimento invejoso contra um rival ou suposto rival mais eficiente ou mais bem-sucedido, ou contra o possessor de uma vantagem material ou intelectual cobiçada. 4 Bot Arbusto asclepiadáceo, denominado também capulo-de-seda, flor-de-seda, bombardeira (Calotropis procera). 5 Bot Arbusto asclepiadáceo (Calotropis gigantea). Eu tenho ciúme. Gostaria que fossem as tais das plantas da família das asclepiadáceas, mas não é. Até o meu último dia sem namorado, a minha convicção era grande acerca de algo que eu presumia não ser, apesar de nunca tê-lo vivido. Não é legal. Camila falou *¨%#@ às 9:51 PM
A linha no final deste post nada mais é do que um divisor de águas velhas e novas. Não, não é uma metáfora - eu realmente estou dividindo o meu blog.
Terça-feira, Outubro 17, 2006Pessoas com falta de respeito próprio conseguem fazer com que você se sinta muito mal.No semestre passado, um cara me perguntou qual a matéria que cairia em uma prova de laboratório e eu respondi cordialmente que não sabia, assim como qualquer pessoa normal que não soubesse qual era a matéria responderia. Dias se passaram e num dia qualquer, em uma sala relativamente grande em comparação com as outras salas da faculdade, com diversos lugares vagos e cujos espaços entre as carteiras são tão grandes quanto os de cursinhos - ou seja, apenas quem for no mínimo seu amigo, ou se não houver mais carteira alguma sobrando na sala é que alguém vai se sentar na carteira ao seu lado, caso contrário, prevalece "a regra do pula um" - esse mesmo cara resolve burlar a regra e se senta ao meu lado alegando que não havia trazido o livro e pede para acompanhar comigo. Foi aí que percebi que eu estava lidando com uma daquelas pessoas que acham que você está a fim dela só por ter dito "oi", ou por ter sido simpática e educada. Posso estar me portando de maneira presunçosa e pretenciosa, mas mulheres não são burras quando se trata deste tipo de coisa e logo presumi que não foi porque esse cara não tinha amigos que ele resolveu se sentar ao meu lado. Não tenho a paciência e nem a frieza necessária para dar a entender de maneira sutil que não quero nada e ficar na minha nestas situações, então começo a me portar tão delicadamente quanto um Viking, o que faz com que na maioria das vezes eu acabe magoando a pessoa e me arrependa depois. Tendo isso em mente, não cheguei a ser grossa, mas passei a ignorá-lo a partir do momento em que ele se encostou na cadeira e abriu o livro em cima da mesa. O cara é burro mas nem tanto, pois acabou se dando conta e até o final do semestre não trocamos mais nenhuma palavra... eu disse até o final do semestre, já que deus é pai e gosta de rir da minha cara: quando resolvi mudar para o período noturno da faculdade, ele também se mudou e caímos na mesma sala. Não bastando isso, todos os trabalhos de grupo que os professores mandavam, de uma forma ou de outra, ele acabava caindo nos mesmos grupos que eu e, inevitavelmente, eu tinha que conversar com ele, que por sua vez, começou a achar que eu havia voltado a abrir as minhas portas, o que não era verdade. Um outro dia o cara se ofereceu para me acompanhar até o meu carro... :| Sinto saudades da Camila Grossa, pois ela teria falado "não" e continuado andando, mas a Camila Banana é a nova regente e acabei falando que sim. O caminho que normalmente dura cerca de 2 minutos, pareceu durar horas e quando cheguei à porta do carro, falei "tchau" (sem beijinhos, por favor), fechei a porta do carro e dei a partida. Foi aí que percebi que havia superestimado a inteligência do indivíduo, pois mesmo fingindo que não o via e não o cumprimentando, ele chega ontem e me dá um bombom de cupuaçu que ele trouxe de Belém, que é a terra natal dele. Eu tive de aceitar - imagine se eu tivesse dito "obrigada, mas não vou aceitar". Nem eu tenho coragem de fazer uma coisa dessas. Cada vez que abria a minha bolsa para pegar alguma coisa, desviava meu olhar daquele embrulho laranja. Eu poderia terminar essa história toda dizendo que depois de um tempo acabei me apaixonando e blablabla, mas não sou personagem de filme - no máximo, faço parte de um documentário onde tudo dá errado. Camila falou *¨%#@ às 2:22 PM
Domingo, Setembro 24, 2006Tudo cheira a cigarro na manhã depois de uma balada e meu vestido novo não é exceção.Ai, que dó. ----- Como acontece em todos os semestres, preparo-me para mais uma descida ao inferno. Vou estudar. Camila falou *¨%#@ às 3:39 PM
Domingo, Setembro 10, 2006
Ontem fui no DJ CLub com alguns amigos e descobri exatamente o tipo de pessoa que sou: uma idiota ciente da própria miséria que não faz nada além de reclamar e não fazer nada a respeito disso quando surgem oportunidades. Com licença, vou escrever "idiota" na minha testa com protetor solar e sair pra tomar um solzinho... talvez até um branding seja mais apropriado. When I look in the mirror, I can't believe what I see Tell me, who's that funky dude, staring back at me? Broken, beaten down can't even get around Without an old-man cane, I fall and hit the ground Shivering in the cold, I'm bitter and alone Excuse the bitchin, I shouldn't complain I should have no feeling, 'cause feeling is pain As everything I need, is denied me And everything i want, is taken away from me But who do I got to blame? Nobody but me ¿And I don't wanna be an old man anymore It's been a year or two since I was out on the floor Shakin' booty, makin' sweet love all the night It's time I got back to the Good Life It's time i got back, it's time i got back And I don't even know how I got off the track I wanna go back¿Yeah! Screw this crap, I've had it! I ain't no Mr. Cool I'm a pig, I'm a dog, so 'scuse me if I drool I ain't gonna hurt nobody, ain't gonna 'cause a scene I just need to admit that I want sugar in my tea Hear me? Hear me? I want sugar in my tea! ¿And I don't wanna be an old man anymore It's been a year or two since I was out on the floor Shakin' booty, makin' sweet love all the night It's time I got back to the Good Life It's time i got back, it's time i got back And I don't even know how I got off the track I wanna go back¿Yeah! I want to go back, I want to go back And I don't even know how I got off the track It's time i got back, it's time i got back And I don't even know how I got off the track I want to go back¿Yeah! ¿And I don't wanna be an old man anymore It's been a year or two since I was out on the floor Shakin' booty, makin' sweet love all the night It's time I got back to the Good Life It's time i got back, it's time i got back and I don't even know how I got off the track I wanna go back¿Yeah! Weezer, The Godd LIfe Camila falou *¨%#@ às 12:05 PM
Sexta-feira, Setembro 08, 2006
Na última quarta-feira fui no Campari Rock ver o show do Cardigans. Eu, como a preconceituosa que sempre fui, comprei meu ingresso com a suposta consciência de que a minha presença por ali seria para matar cachorro a grito, já que só tenho o Carnival e o Gran Turismo e nem sou tão fã deles - ainda bem que não foi assim. Fazia já muito tempo que não ia em um show do qual eu saísse com um sorriso de orelha a orelha, pensando em baixar todos os álbuns da banda pela internet. Foi lindo. E a Nina é mega legal.
Will you marry me, Peter? Quanto ao Gang of Four, conheci a banda só quando vi o nome no ingresso. Até achei as músicas legais e ficaria até o final, mas o povo que foi comigo não curtiu muito - até entendo. Não menosprezando o Gang of Four, mas em algumas horas, senti uma certa familiaridade com Pink Floyd - booooring. Camila falou *¨%#@ às 8:14 PM
Segunda-feira, Setembro 04, 2006
Should I Stay Or Should I Go Da última vez em que escrevi algo a respeito do início da minha saga como estagiária, expressei a minha frustração e desespero por já estar quase no final do mês de julho e ainda não ter conseguido nada. Uma semana antes de começarem as aulas, recebi o retorno de uma das entrevistas para as quais eu havia ido algumas semanas antes, dizendo que eu havia sido contratada - não exatamente nas palavras de Roberto Justus e Donald Trump, mas fui - esperançosa, empolgada e contente com o que supostamente daria início a uma nova fase da minha vida. O estágio era na área de qualidade de uma fábrica de cosméticos - soa bonito, mas o meu trabalho, em poucas palavras, era braçal e a maior parte do tempo, não tinha nada para fazer, então eu acabava ajudando as meninas da linha de montagem, o que logo de cara me deu calafrios, pois eu achava que aquilo só aconteceria na minha vida naquele tempo em que estive no Japão engordando e fazendo arubaito. A carga horária era de 10 horas por dia, que apesar de ser muita coisa para a quantia ínfima que era o meu salário, foi o elemento com o qual me acostumei com mais facilidade, em contraposição ao convívio com os meus novos colegas de trabalho (a maioria mulheres): eles me odiavam no começo e passei a odiá-los por causa disso, mas como a arte é uma releitura da vida (quem dera se fosse o contrário) e já vi muito disso em filmes, acabei fazendo amizade com o pessoal e hoje, que foi o dia em que resolvi pedir a minha demissão (depois de ter esperado ansiosamente para que se completasse um mês), chorei e solucei horrores ao me despedir deles. Estas foram as palavras do meu chefe, quando lhe comuniquei que não queria mais trabalhar lá: - Então tá, você já pode ir embora. Não tem problema. Se você não está gostando, não tem jeito mesmo. Eu estava pensando em nem ficar com você, pois já estava faltando muito (faltei na última sexta-feira e mais uns dois outros dias para ir a entrevistas), fora que já fiz entrevistas com mais umas três pessoas da FEI e todas elas estão aguardando meu retorno... E eu ouvia... - Mas não tá fácil assim, não, sabia? Eu conheço muitos engenheiros que hoje trabalham de escriturários. E eu: - Pode até ser, mas agora que eu posso, eu quero é correr atrás de algo que eu goste. Up yours! Depois me levantei e fui me despedir do pessoal, que foi aquela choradeira já mencionada anteriormente. Quando cheguei em casa, entrei na internet e me deparei com esse artigo no yahoo.com, como se encontrasse aquela nota esquecida de R$2,00 na bolsa. Fora as dicas de como pedir um aumento para o seu chefe, serviu como uma luva a parte em que o cara fala em saber quando abandonar um emprego. Presumo que o cara já deve ter escrito livros de auto-ajuda e money-makers do tipo, mas como já faz muito tempo que não paro para ler alguma coisa, qualquer Paulo Coelho da vida me impressiona, ainda mais quando me consolam em momentos críticos. Estou me tornando meu pior pesadelo. Whatever, dude. I'm outta here. Camila falou *¨%#@ às 2:30 PM
Sábado, Agosto 26, 2006Querido blog,agora estou na casa da Nancy e estou bêbada, pois além de não botar uma gota de álcool na boca desde o primeiro dia em que comecei a trabalhar, ou seja, há mais de três semanas, ela é uma excelente bartender (não é zoeira, ela é boa sim!). Tomamos mojitos e bloody maries. Também não saio há milênios e de hoje essa miséria não passa. Já fizemos o roteiro de onde ir e planos Bs caso ocorram furadas. Não estou me importando com a qualidade do texto, e como bêbado não se importa com nada, vou parar por aqui - fodam-se as conclusões. Tchau, qualquer dia eu volto. Camila falou *¨%#@ às 7:48 PM
Sexta-feira, Julho 14, 2006Quando decidi mudar para o período noturno, afim de arranjar um estágio e começar a tocar com a minha vida adulta, não imaginava que seria tão difícil e desgastante.Desde o começo destas férias de julho, acesso todos os dias sites com oportunidades de estágio, classificados de jornais e fui a duas entrevistas há algumas semanas atrás, mas até hoje estou no "aguarde que a gente pode te ligar de volta". Minha autoestima não é - nunca foi - parâmetro para pessoas que têm como objetivo uma vida psicologicamente saudável, e depois de dias preenchendo lacunas a respeito das minhas qualificações, minha formação e experiência profissional, sem obter o retorno que uma, antes existente, Camila esperançosa tinha em mente, estou começando a suspeitar de que um cargo qualquer em uma agência bancária é o que o destino me reserva. Posso estar sendo paranóica, mas nas entrevistas, é inegável que a sensação de que você está sendo avaliado até mesmo pela cor do seu esmalte é um tanto perturbadora. Fora que, para quase todos as vagas, consta que "é imprescindível o candidato apresentar interesse, espírito empreendedor, ser comunicativo, ter facilidade de relacionamento interpessoal e garra". Concordo que toda empresa se encontra no direito de não contratar pessoas desinterssadas, "desempreendedoras", "descomunicativas", anti-sociais e "desgarradas" (??), mas ao mesmo tempo, imagino como será o dia-a-dia de uma pessoa do recursos humanos entrevistando candidatos que, obviamente, leram a proposta de estágio, e tentam se apresentar os mais interessados, empreendedores e blablablas possíveis. Ainda me pergunto onde é que estava a minha cabeça quando resolvi tomar este rumo, mas não me respondo e continuo me preocupando com o que vou assistir da próxima vez em que for ao cinema. Momento musical Brian Molko featuring Timo Maas (e rindo da minha cara): It's the first day of the rest of your life Don't fuck it up No dia anterior à minha primeira entrevista, eu estava à procura de alguma roupa apropriada à ocasião no guarda-roupas da minha mãe. Comecei a ficar nervosa, pois nada ficava bom e também porque já fazia muito tempo desde a última vez em que fui à uma entrevista de emprego, quando começa a passar este clip na MTV. Lágrimas começaram a sair dos meus olhos, enquanto uma visão apocalíptica do meu futuro entrava. Camila falou *¨%#@ às 6:32 PM
Quinta-feira, Abril 27, 2006
As notas das primeiras provas deste semestre já saíram e não foram boas - sim, as minhas. Depois de um balde de água fria como esses, nada mais sensato do que voltar à realidade de uma estudante de engenharia e começar a cumprir com as minhas obrigações. Cheguei da faculdade hoje, dei uma volta por aí com as minhas cachorras, como de costume, almocei e, ao invés de dormir, resolvi estudar Mecânica dos Sólidos, cuja nota não foi das melhores, assim como também não foi das piores, pois cheguei a tirar zero em uma outra matéria. Eu estava indo bem dando uma olhada na parte de dedução das fórmulas, até que percebi que a cada piscada que meus olhos davam, o esforço para abri-los novamente tornava-se cada vez maior. A minha cama, meu travasseiro e o meu edredon atrás de mim - macios, quentinhos, prontos para me dar aquele abraço. Mas eu não podia dormir. Até que tive a brilhante idéia de tentar tirar um cochilo debruçada sobre a escrivaninha - foram raríssimas as vezes que consegui pegar no sono nesta posição, pois é extremamente incômodo e na sala de aula sempre fico preocupada em dormir de verdade e as pessoas começarem a notar a minha barriga nesta posição não muito favorável à minha silhueta (é ridículo, mas isto realmente me incomoda). O fato é que quando acordei, notei a manga da minha blusa molhada... de baba. Eu havia babado enquanto dormia. Além de ter dormido por um tempo razoavelmente longo, fui tomar um banho em seguida e comecei a ver televisão. A quem eu quero enganar? Coisas ruins só acontecem com pessoas ruins, disseram-me uma vez e aposto que isso também é válido para pessoas estúpidas. Camila falou *¨%#@ às 8:56 PM
Quinta-feira, Abril 13, 2006Não tive aula hoje e resolvi dar uma volta por aí.Desde antes de entrar em cartaz já era do meu interesse assistir a "Espíritos" e por algum motivo obscuro ainda não consegui. Antes era falta de tempo, indisposição, outras vezes era por causa de chuva e hoje foi porque tinha dado pau no sistema do Bristol... tá, vai.... eu não assisto. Camila falou *¨%#@ às 3:03 PM
Quarta-feira, Abril 12, 2006Não quero justificar o porquê do longo período de recesso - também porque não tenho novidades.
Agora a pouco li no site da MTV que esses dias foi aniversário da morte do Laney Staley. Alice in Chains nunca chegou a fazer parte do pequeno e seleto(?) grupo das minhas bandas prediletas na época em que faziam sucesso, e à parte a discussão a respeito de ser ou ter sido modinha ou não, concordo com o pedaço em que o cara diz que foi uma das melhores bandas de rock que já existiram. Admito, envergonhada e cabisbaixa, que tais palavras não seriam proferidas da minha boca há um tempo atrás, nem que grunge é mó legal e muito menos estaria ouvindo Pearl Jam no carro a caminho da faculdade, pois tenho uma amiga que ama e idolatra o grunge, a porra do Pearl Jam, o barango do Chris Cornell e todo o caralho a quatro relacionado ao movimento e isso enche o saco. Agora que já não somos mais tão amigas assim, decretei a minha alforria: acho Vida de Solteiro (Singles) muito bom, assim como a trilha sonora, os anos 90 foram mó legais e baixarei mais álbuns do Alice in Chains e Stone Temple Pilots. Só não me venha com Nirvana e Guns'n Roses (que não é grunge, mas é anos 90), pois quando falo que não me desce, é sério. Camila falou *¨%#@ às 6:19 PM
Domingo, Abril 02, 2006E quando chegam, eu morro e perco a minha vida social.Camila falou *¨%#@ às 8:45 AM
Domingo, Fevereiro 12, 2006![]() Which Empire Records Character Are You? Find out @ She's Crafty É o que eu faço enquanto não chegam as provas. Camila falou *¨%#@ às 3:53 PM
Sábado, Fevereiro 11, 2006Se penso nos intervalos cada vez maiores que, ultimamente, estou dando entre os posts deste blog, não me surpreendo com as horas em que me passa pela cabeça o fato de um dia eu, simplesmente, parar de escrever. Não parece, não soa grande coisa, não se tratará de uma grande tragédia para o mundo bloguístico e, convenhamos, escrever já deixou de fazer parte dos meus hábitos, para se tornar um evento.Meus hábitos - falando da maneira mais honesta e sincera que a minha cara de pau permite - são regidos pelas minhas obrigações e pela lei do mínimo esforço: comer, ir para a faculdade, passear com as cachorras à tarde, acessar a internet, jogar video game e assistir televisão, aliás, muita televisão. Não é bom, não é ruim: é médio. Eu sou média: faço uma faculdade média, tiro notas médias o suficiente para passar de semestre, tenho 1,62m, não sou magra e nem gorda, nunca apareci na televisão, não assalto bancos, assim como não faço trabalho voluntário para instituições carentes, sou fluente em português e inglês e, provavelmente, devo gostar de alguma música do Djavan. Por outro lado, são em eventos como as minhas raras visitas a este blog moribundo que me dou conta de que escrever, mesmo que as maiores idiotices já proferidas por alguém em toda a história do universo, não deixa de ser um tipo de salvação de tudo isso que considero médio e previsível, ou - na pior das hipóteses - do cultivo de uma Macabéa em potencial dentro de mim. É, o blog fica. Camila falou *¨%#@ às 10:32 PM
Domingo, Janeiro 15, 2006Desde que voltei da viagem do farol, não faço mais nada além de assistir televisão e dormir, foi só há uns dois dias atrás que resolvi entrar na internet à procura de estágios e dar uma volta na Paulista para depois pegar um cineminha.Quanto aos estágios, não sei. Não tenho como falar muito a respeito, a não ser que mandei meu currículo para algumas empresas e agora espero por algum retorno. Quanto ao cinema, voltei da viagem com muita vontade de pegar uma sessãozinha (se é que isso se escreve com ss, já não me lembro mais - mas quem liga? Acho que estou bêbada), tomar uma xícara de café espresso e ir embora para casa pensando no filme - ou em qualquer outra coisa. Resolvi ir assistir Mistérios da Carne (Mysterious Skin) e saí da sala com o estômago embrulhado - até agora não sei dizer se foi porque almocei um Cup Noodles e já estava com fome, ou se foi por causa do filme. Por causa dos dois, provavelmente. De acordo com a sinopse, é a história de dois moleques, que são abusados sexualmente pelo treinador do time de baseball do qual fazem parte, e os rumos que a vida de cada um toma a partir deste acontecimento: um vira garoto de programa e outro um adolescente superprotegido pela mãe, que acredita que aquele incidente foi, na realidade, uma abdução alienígena. Eu já tinha assistido a um outro filme do mesmo diretor (Gregg Araki), chamado Splendor, que também é bizarro, mas que, pelo menos, é engraçadinho, digamos assim, Mysterious Skin, em compensação, é daqueles que você sai da sala de cinema com aquela pessoa que você mal conhece e fala: "Nossa, filme forte, né?". Como falar do tempo dentro de um elevador: "Mas que frio anda fazendo, não é mesmo?". Sei lá, tô enrolando demais: é legal, mas tem cenas que dá vontade de fechar os olhos, tapar os ouvidos e cantar alguma música. Para ser sincera, fui assistir ao filme esperando mais um daqueles de adolescentes discípulos do Holden Caulfield, que já estão batidos, mas que sempre me agradam, mas me deparei com uma cria de Larry Clark misturado com Todd Solondz - não é ruim, mas tem horas que dá vontade de sair da sala do cinema. Algo que me agradou, em compensação, foi o Joseph Gordon-Levitt. Quem diria que aquele nerdizinho de cabelo comprido do 3rd Rock From The Sun fosse ficar tão lindo? Camila falou *¨%#@ às 12:51 AM
Sexta-feira, Janeiro 13, 2006Propostas: - Cuidar melhor da minha saúde - Mais sociabilidade - Não estudar mais em vésperas de provas - Assistir menos televisão Obrigações: - Arrumar um estágio - Mais humildade e atenção no trânsito Sonhos: - Não conhecer mais pessoas idiotas - Não me irritar com pessoas idiotas - A paz mundial (só para não me sentir egoísta demais) Camila falou *¨%#@ às 6:49 PM
Quinta-feira, Dezembro 15, 2005Não acredito que ainda não terminaram de pintar a fachada do meu prédio. Quando eu achava que já não correria mais o risco de algum Zé Mané, pendurado em uma corda, passar bisbolhotando pelas janelas do nosso apartamento, eis que, inesperadamente, hoje surgem mais uma vez as malditas cordas balançando de um lado para o outro. Mais cedo ou mais tarde, aparece o pobre coitado que está se pendurando nelas. Apart from that, everything's been just fine. A cada semestre que se passa, dou-me conta do quanto alguns professores da faculdade merecem um grande abraço lacrimejante e emocionado de alunos como eu. A única P3 que eu havia pego era de Resistência dos Materiais - 2,5 na P1, 4,0 na P2 e média de 3,0, ou algo tão vergonhoso quanto - e como já devo ter comentado anteriormente, o período entre as P2 e as P3 é pura sacanagem. Tudo bem que é uma semana para se estudar para quem pegou P3, mas ao mesmo tempo, é uma puta de uma armadilha - na qual, obviamente, eu caí -, pois no final das P2, "a galera tá só o pó" e todos só querem descansar. Daí a semana passa, vem aquela sensação de férias e sentar com os livros na escrivaninha e estudar, mesmo que um único e mísero santo dia, acaba-se tornando o maior dos martírios. Tive praticamente uma semana inteira para estudar para essa P3, mas Camila estudou? Só na véspera. Vergonha! Vergonha! Vergonha! Das matérias que estudei, caiu uma questão, enquanto que as outras duas eram relacionadas a matérias que pensei: "Ah, os professores não deram muita importância pra essas aí, acho que não vai cair, não". Mas que panaca. No final das contas, fiz a questão que sabia, enquanto que as outras, tentei aprender na hora, por meio do formulário, mesmo que inventando conceitos, possivelmente, absurdos suficientes para ter garantido bons momentos de alegria e descontração para a generosa alma - by the way, I love you, dahling! - que corrigiu a minha prova e me garantiu um 5,0 de média. Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh... férias... E nesta chegada de férias, deparo-me com a partida de alguns amigos meus, que viajarão uns para os Estados Unidos, outros para o Japão, afim de trabalho, experiências novas, etc, etc, com uma previsão de permanência de mais ou menos cinco meses. E eu aqui. Achava que não ficaria triste com a partida deles, mesmo sendo algumas das pessoas com as quais mais me importo na vida, afinal, apenas coisas boas virão destas experiências, mas confesso que senti um apertozinho no coração na hora de me despedir. Eu sou uma manteiga derretida. Camila falou *¨%#@ às 3:19 PM
Segunda-feira, Dezembro 05, 2005Há alguns anos que já não sentia mais uma certa empolgação com a chegada do final do ano, como agora me acontece. Isso, infelizmente, não é resultado de uma Camila mais amadurecida, conformada e feliz com as coisas simples da vida, como as festas de final de ano e toda a alegria proveniente delas, mas o resultado de uma Camila de saco cheio dos últimos seis meses que se passaram e ávida por um tempo longe de livros e engenheiros.Tenho aproveitado muito bem os dias que se seguiram depois das P2 assistindo seriados, desenhos animados e dormindo até acordar com os braços doloridos por terem sido esmagados por mim - e os deuses sabem o quanto tudo isso é bom. Neste momento, por outro lado, quero morrer, pois não tenho onde dormir e o único lugar que me resta é o - menor do que eu - sofá da sala, com cobertores poeirentos e peludos de franjinhas, que já fizeram o grande favor de me entupirem o nariz e secarem a minha garganta, já que a minha prima, que chegou do Japão estes dias para passear por aqui, está dormindo na minha cama com os únicos dois edredons que tenho. Estou pensando em virar a noite para depois dormir no quarto dos meus pais, quando saírem de manhã para trabalhar, mas não consigo pensar em atividades para me ocupar até lá. Sinto que a minha respiração já não está mais normal - acho que até lá consigo morrer de asfixia sem me entediar. Camila falou *¨%#@ às 1:45 AM
Sábado, Novembro 19, 2005Life's been a mess, so farTenho um amigo que, há alguns anos atrás, teve seu carro roubado na mesma época em que a namorada terminou o relacionamento dos dois e que, no mesmo mês do ano seguinte, foi afetado pela mesma maré de azar, sendo atingido por um jato de chorume no olho, enquanto dirigia de janela aberta ao lado de um caminhão de lixo; chegou muito atrasado em um dia de prova por causa de um acidente na estrada, e, em uma prova de termodinâmica, teve que rasgar uma página do seu manual termotécnico, porque a professora estava checando manual por manual à procura de colas. Outro amigo meu, depois de sair de um show, encontrou seu carro, que tinha sido estacionado na rua - os estacionamentos estavam todos lotados -, com os vidros quebrados, rádio roubado, porta entortada e sem condições de dar a partida, e na mesma semana, quando estava na casa dos avós, impediu um futuro assalto ao carro dos pais ao ver um cara, que já havia quebrado os vidros, prestes a pegar o rádio, mas que saiu correndo depois da gritaria que meu amigo fez. Sem contar que no começo das férias de julho, ele descobriu que havia bombado o semestre da faculdade. Denominamos esta patologia de o mês da zica. Não sei dizer se estou zicada, provavelmente, não - talvez só esteja sendo hipocondríaca -, mas também não posso negar que, ultimamente, tem acontecido uma quantidade razoável de "desagradabilidades" pro meu lado (se é que essa palavra existe), a maioria - se não todas - relacionada a pessoas. Eu poderia concluir que a causa de todos esses conflitos fosse a minha pessoa - talvez estivesse passando por um período de mau humor e manifestações de grosserias para com os outros que me abusassem um pouco mais da paciência -, já que tudo aconteceu mais ou menos na mesma época; por outro lado, já desisti de acreditar em seres humanos de estável e boa saúde mental. Em situações como essas sei que ou tudo termina em eu-não-gosto-de-você-e-você-não-gosta-de-mim e cada um vai pro seu canto, ou em o tempo sempre é o melhor remédio, já que um pouco de razão à procura de quem está certo e quem está errado é o que menos se pode esperar de qualquer um em uma discussão - não me excluindo, logicamente. Acho que em um dos castigos que Deus deu para Adão e Eva quando foram expulsos do Paraíso, além das dores do parto e sei lá mais o quê, deveriam estar: "... terás dificuldade em se relacionar com o próximo, picuinhas terás de aguentar e conversas esclarecedoras e conclusivas serão privilégios exclusivos de seriados da Sony". Para escapar um pouco de tudo isso, resolvi aproveitar que não tive aula de nada hoje e fui assistir A Noiva Cadáver. Achei o filme meio curtinho, mas muito legal, o que só reforça os argumentos do que comecei a pensar desde que fui assistir A Fantástica Fábrica de Chocolates e vi esses dias na televisão Os Fantasmas Se Divertem, de que o Tim Burton é O cara. Quando saí do cinema, ainda não estava afim de voltar para casa, então fui tomar um cafézinho em um daqueles quiosques do Viena que têm por aí e uma mulher de mais ou menos uns 40 anos veio puxar assunto comigo. Achei bem legal. Se ela era lésbica e estava dando em cima de mim, eu não sei e não interessa, o fato é que achei legal, depois de toda essa zica, ter, enfim, estabelecido algum tipo agradável de comunicação com algum outro ser vivo que não fosse alguém de casa ou as minhas cachorras. Foi meio que um daqueles momentos em que se pensa que "nem tudo está perdido". E já que a vida é brega e não cansa de me trazer mais e mais indícios fortalecedores de tal argumento, enquanto eu descia do metrô para casa, caiu uma chuva pesada e grossa, talvez com o intuito de levar embora tudo o que pesou sobre mim nestes últimos dias que se passaram, assim como das outras pessoas que se aventuravam e insistiam em continuar andando, ao invés de se abrigarem até o céu clarear. Será que é por isso que ocorrem tantas enchentes? Entupimento de bueiro por lixo e conflitos interpessoais? Camila falou *¨%#@ às 1:08 AM
Sexta-feira, Novembro 11, 2005Ontem fiz outro peeling e enquanto tentava estudar hoje para as provas, resolvendo algumas listas de exercícios da faculdade, dei-me conta de que estou na merda. E antes que pessoas mais chatas venham com discursos do tipo "mas a sua casa não foi atingida pelo tsunami, você não passa fome, faz faculdade paga, sai todos os finais de semana, faz peeling, tem carro e não trabalha!", digo que não me refiro a isto. Estou na merda neste momento da vida apenas, pois não poderei sair de casa até que o meu rosto volte a se assemelhar a algo humano novamente, e mesmo que pudesse, não o faria com a consciência limpa, pois deveria estar estudando ao invés de perambulando por aí, mas ao mesmo tempo não consigo resolver uma pá de exercícios de certas matérias, fora que com relação aos meus amigos, briguei com alguns, os com quem não briguei não os quero ver, os que eu quero ver, não poderei, pois o meu rosto está desfigurado no momento, além do fato de que alguns viajarão no final do ano para apenas voltarem daqui a alguns meses. Sem contar os que resolveram parar de beber... É. É realmente uma tristeza. Por outro lado, meu quarto ficou super bacana. Camila falou *¨%#@ às 6:17 PM
Sábado, Novembro 05, 2005Estou ouvindo agora o Hopes and Fears do Keane, que baixei esses dias. Já o tinha feito anteriormente, mas não sei onde é que foi parar - vai saber se a faxineira de casa não resolveu "arrumar" as coisas do computador também, não é mesmo? Não sou muito fã desse estilozinho meio sentimental de música (seria a maneira dos ingleses e seus vizinhos fazerem emo?), que ganhou mais atenção por causa do Coldplay. Para ser mais sincera, tenho vontade de dar uns tapas naquele Chris Martin todas as vezes em que o vejo com aqueles seus ataques epiléticos na televisão - apesar de ele saber como se vestir bem. Por outro lado, acabei dando o braço a torcer para o Keane - eles, sim, sabem ser sentimentais linda e graciosamente, sem ser chatos. Outro dia, enquanto os assistia no Planet Rock Profiles, o apresentador falou que Everybody's Changing foi classificada por alguma revista importante como uma das músicas mais belas já compostas nos últimos anos. Não sei, tenho as minhas ressalvas, mas acho que até concordaria se não parasse para pensar. Camila falou *¨%#@ às 3:00 PM
Sexta-feira, Outubro 28, 2005Os armários antigos do meu quarto se foram juntos de suas gavetas e portas quebradas; com os novos, veio chuva - muita chuva. Enquanto fazia uma horinha antes de sair para a faculdade, tentando distinguir os sons da televisão, do barulho da serradeira do cara que montava os armários, eu via a molhadeira que se estabelecera do lado de fora pela janela do terraço. Isso, sim, era assunto interessante para se falar no elevador, mas não encontrei ninguém - a uma hora daquelas ninguém se arrisca em sair ou em ir para casa, só que o dever me chamava, ou melhor, a culpa, por ter tirado 2,5 na prova de Resistência dos Materiais era (e ainda é) o que me motiva a não perder aulas. A tarde passa, aula vai, aula vem e a chuva ainda lá, junto do ar melecado que grudava em mim na sala abafada de Desenho Técnico - fui embora me sentindo uma rã. Ao chegar em casa, peguei o elevador com uma senhora, mas não falamos da chuva. Falamos do elevador novo que não indica se está subindo ou descendo - não é nem um pouco prático. Tchau. Meu armário ainda não está pronto - faltam as portas - e ainda chove, ou seja, estou evitando o máximo de sentir sono (apesar de não estar conseguindo), pois não gosto de dormir no meio de todas aquelas tábuas, e não saí e nem sairei hoje à noite. Acho que vou assistir algum dos filmes que puxei, ou montar meu quebra-cabeça. É, sexta-feira em casa pode ser divertido, sim. Camila falou *¨%#@ às 11:16 PM
Terça-feira, Outubro 25, 2005Fiquei ontem à noite fazendo o relatório do laboratório de Termodinâmica até ver que o relógio já marcava 1h30. Na hora em que me deitei na cama, percebi que deveria tê-lo feito bem antes - já fazia um tempo que não conseguia pensar mais coisa com coisa, então resolvi pensar em coisas fáceis, até conseguir pegar no sono. Coisas que não exigissem de mim maiores malabarismos com números, letras que mais tarde seriam substituídas por números, ou gráficos que me dariam... oras bolas... mais números... Meu TOP5 de empregos que gostaria de ter (a ordem não importa): - escritora, mas uma escritora fodona, que escrevesse livros fodões, que falasse sobre coisas fodonas... não no sentido mais pervertido da palavra "foda", é, lógico; - dançarina de ballet clássico. Fiz ballet por cerca de 4 anos e resolvi sair quando ia começar a dançar na ponta. Como me disse a Gra uma vez: "Mas que amadora"; - trabalhar com animação; - DJ, mas DJ de verdade e não aqueles "DJs" que abaixam o volume de uma música e aumentam o da outra; - integrante de alguma banda de rock, no sentido mais abrangente da palavra "rock"... menos de metal, porque, além de não ser muito fã do gênero, não fico bem em calças de couro. Não cheguei a ler o "Alta Fidelidade" do Nick Hornby, mas vi o filme e me lembro que em um dado momento, a namorada do Rob - o personagem principal - coloca entre as razões de ela ter terminado o relacionamento deles, o fato de ele, aparentemente, não demonstrar nenhuma motivação maior em relação à sua própria vida - um desiludido. Daí ela acha a lista dos "TOP5 Jobs" dele e começam uma conversazinha sobre o fato de ele ter posto ou não ter posto o emprego de dono de loja de discos lá, se ele estava satisfeito e blablabla. O fato é que eu não pus engenheira no meu TOP5. Nem sequer passou pela minha cabeça por engenheira ali. E é verdade, se eu namorasse sério comigo mesma e encontrasse essa lista jogada em algum lugar, ficaria completamente desapontada em me dar conta de que estou com uma pessoa completamente desiludida e que não gosta do que faz - e olha que isso não chega nem a ser prostituição, pois já vi muitas prostitutas dizerem que gostam do que fazem. É o que então? Punição pelos meus pecados por ser uma pessoa muito indecisa e insatisfeita? Hm... não chega a ser punição, pois não odeio a engenharia - apenas o que ela faz com a minha auto-estima. Acho que é a vida mesmo. Mas que podre - conclusão mais profunda - e ao mesmo tempo, medíocre - do que esta, só citando um provérbio mesmo. Mas acho que é assim mesmo: a vida é profunda, medíocre e tem lá seus momentos de TOP5. Não a odeio. Como uma vez me disse a Nan: "É tudo uma questão de timing". Camila falou *¨%#@ às 12:34 AM
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